segunda-feira, 13 de outubro de 2008

E vão treze!


O último Prémio Nobel da literatura, Le Clézio, conforme aqui noticiado, é francês. Mas o primeiro laureado com este prémio, em 1901, também era francês. Chamava-se Sully Prudhomme e era poeta. Aliás, a França é o país com mais Prémios Nobel da Literatura: além de Prudhomme ganharam este importante prémio Frédéric Mistral, Romain Rolland, Anatole France, Henri Bergson, Roger Martin du Gard, André Gide, François Mauriac, Saint-John Perse, Albert Camus, Jean Paul Sartre, Claude Simon e, agora, Jean Marie Le Clézio. Dá um total de treze galardoados. É muito. O segundo país mais premiado são os Estados Unidos com 9, em terceiro lugar a Alemanha tem 7. De todos os prémios Nobel franceses permitam-me destacar os que mais gosto: Sartre e Camus. Particularmente o primeiro, pois sinto que aprendi muito com os seus livros. Curiosamente, Jean Paul Sartre foi o único galardoado que recusou o Prémio Nobel “porque nenhum escritor se deve transformar em instituição”.
A mim, não me surpreende que a França tenha ganho tantos prémios Nobel da literatura, pois se a sua língua é tão bela, tão harmoniosa, tão emocional. Uma delícia!
Julgo que encontrarão nestes treze prémios um belo motivo para se dedicarem com redobrado interesse ao estudo do Francês.

1 comentário:

Ana disse...

Ilustríssimo Fernando Évora, parafraseando também Jean-Paul Sartre "Não se é escritor por ter escolhido dizer certas coisas, mas sim pela forma como as dizemos", só posso felicitá-lo pela forma como o colega diz as coisas.